13 de abril de 2024

Em 2010, quando a professora de Educação Física Eunice Aparecida de Lima (mais conhecida como “Nice”) recebeu a aluna Jéssica Giacomelli, na escola estadual Maria de Lourdes , ela nem imaginava que ali começava a história do atletismo paralímpico em Itapetininga.

Uma história de pessoas determinadas que abraçaram sua própria superação. Hoje os atletas de Itapetininga participam dos principais eventos esportivos paralímpicos, trazendo muitas medalhas e reconhecimento para nossa cidade.

“O Esporte Paralímpico é minha vida “, diz Nice,  contando que ela e Jéssica “desbravaram” o caminho do esporte paralímpico em Itapetininga, aprendendo do “zero” tudo que diz respeito as normas ,equipamentos e competições.

Atualmente o projeto de esporte paralímpico da cidade é uma iniciativa da Prefeitura de Itapetininga, numa ação conjunta da Subsecretaria da Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude; garantindo todo o treinamento e suporte para as competições. A Nice, hoje aposentada, é técnica paralímpica. E a Jéssica faz parte da Seleção Brasileira Paralímpica.

O projeto acontece todos os dias na Estação Cidadania ou no SESI , e  está muito bem estruturado para atender qualquer tipo de deficiência, tanto para  pessoas com deficiência física como deficiência intelectual.  Participam do projeto crianças, adolescentes e adultos – não só de Itapetininga,  mas também de outras cidades da região.

No ano passado, a delegação de paratletas de Itapetininga conquistou 21 medalhas na etapa nacional das Paralímpidas Escolares, disputadas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A competição reuniu 27 Estados, com a participação de mais de 1.000 atletas de todo o Brasil.

Com todo o aprendizado e a experiência com o treinamento dos atletas de Itapetininga, Nice é hoje técnica da Corrida em Cadeiras do Comitê Paralímpico do Brasil, atuando com os melhores atletas que se destacam nas Paraolimpíadas Escolares.“Não é só Esporte, é tudo na vida de uma pessoa com deficiência….é nesse momento que  ela se conhece e é aceita “, finaliza Nice.

Vendo a Nice falar eu penso o quanto o esporte promove a superação.

A questão é essa, não importa qual deficiência nós temos, E TODOS NÓS TEMOS DEFICIÊNCIAS, o que importa é o quanto você está disposto a superar….o quanto você está disposto a  trabalhar na sua superação pessoal !

O grande desafio, é com a gente mesmo. Nosso grande desafio é lutar com nossas deficiências,  para sermos a cada dia uma versão melhor de nós mesmos.

Por Edmundo Vasques Nogueira

Edmundo Vasques Nogueira é um contador de histórias do dia a dia e jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Filho de Edmundo Prestes Nogueira, jornalista e escritor, e de Cecília Pimentel Vasques Prestes Nogueira, professora de crianças portadoras de necessidades especiais. É pai do Augusto, do Gabriel, da Raísa, da Laura e avô da Manuela.

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