13 de abril de 2024

Continuando no tema da inclusão, conversei e aprendi muito com a advogada Adriana Viana Vieira de Paula, mãe atípica dos trigêmeos Murilo, Angelina e Elisa, hoje com 14 anos de idade.

Ela é advogada especializada na área, Presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB Itapetininga e também Presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB Itapetininga, além de Membro do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Itapetininga.

O que mais me impressionou e me faz refletir muito é a forma simples que a Adriana entende a inclusão, que antes eu achava um tema tão complexo: todos nós temos habilidades e talentos, como também temos deficiências nas mais diversas áreas. Eu por exemplo não sei tocar nenhum instrumento, sou um deficiente na área musical…

E assim é para todos, pessoas com deficiência tem seus talentos e habilidades, como todos nós. A questão é mais cultural e educacional, nós precisamos ter mais empatia, precisamos aprender a respeitar e saber lidar com as pessoas que são diferentes da gente, este é o ponto.

E é por ai que a Adriana faz um trabalho muito importante , com palestras , capacitações e muita informação para que todos possam olhar de uma forma mais acolhedora para as pessoas com deficiência.

Mas junto deste trabalho “de formiguinha” como ela diz, trabalho a longo prazo, é muito importante o trabalho imediato que visa garantir os direitos das pessoas com deficiência. E ela trabalha muito com isso, temos uma legislação ampla e muito boa baseada nos princípios da Constituição cidadã de 1988. O que falta é divulgar mais essas garantias legais para que as pessoas que tem deficiência possam ser protegidas e beneficiadas por seus direitos garantidos pela nossa lei.

Isso tem que chegar nas periferias, nos lugares mais distantes para as pessoas de todos os segmentos sociais. As pessoas com deficiência precisam muito saber sobre todos os direitos que elas tem.

Mas as questões legais vão até um certo ponto, é fundamental também trabalharmos com a educação e a cultura da sociedade para realmente praticarmos a inclusão de verdade.

As vezes um comentário mal colocado destrói um trabalho de muitos anos para recuperar a autoestima de uma pessoa portadora de deficiência. E todos nós precisamos muito perceber isso nos mais diversos espaços sociais, nas escolas, nos clubes , na família. Depois de escutar a Adriana pude entender qual é a maior deficiência do ser humano : a Ignorância.

E ai vem a melhor parte do que aprendi com ela: todos nós envelhecemos e naturalmente vamos perdendo a mobilidade, a audição, a visão …. Todos nós teremos que enfrentar essas deficiências, ou seja , todos nós em algum momento da vida seremos pessoas com alguma deficiência….

Até escrever esta matéria eu achava o tema da inclusão muito complexo….mas é simples, basta olhar com amor e empatia, que veremos nos outros um espelho de nós mesmos.

Para saber mais sobre os direitos das pessoas com deficiência: Cartilha: Direitos das pessoas com deficiência

Por Edmundo Vasques Nogueira

Edmundo Vasques Nogueira é um contador de histórias do dia a dia e jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Filho de Edmundo Prestes Nogueira, jornalista e escritor, e de Cecília Pimentel Vasques Prestes Nogueira, professora de crianças portadoras de necessidades especiais. É pai do Augusto, do Gabriel, da Raísa, da Laura e avô da Manuela.

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Um comentário em “A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, UMA QUESTÃO DE CULTURA E EDUCAÇÃO”
  1. Que texto incrível sobre inclusão, Edmundo! A conversa com a Adriana trouxe uma perspectiva simples e poderosa. É verdade, todos nós temos nossas habilidades e deficiências. Vamos espalhar empatia, aprender e abraçar as diferenças!

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